Atualizações em Neurorradiologia Intervencionista – Abr/12

Publicado: 01/05/2012 em Neurorradiologia Intervencionista
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Anatomia e geometria da artéria carótida como fatores de risco para a doença aterosclerótica carotídea

(“Carotid Artery Anatomy and Geometry as Risk Factors for Carotid Atherosclerotic Disease”)

Phan TG, Beare RJ, Jolley D, Das G, Ren M, Wong K, Chong W, Sinnott MD, Hilton JE, Srikanth V

Stroke. 2012 Apr 17

Abstract: Introdução: Os fatores de risco vasculares tradicionais não explicam completamente as relações entre a doença arterial carotídea e assimetria, raça e sexo. A anatomia e geometria carotídea talvez tenham um papel na patogenêse da estenose da artéria carótida interna (ACI), entretanto estes efeitos são desconhecidos. Nós hipotetizamos que a anatomia e a geometria da carótida estejam independentemente associados a estenose. Métodos: Este é um estudo retrospectivo de pacientes com angio-tomografia no Centro Médico de Monash, de 2006 a 2007. As artérias carótidas foram divididas usando métodos semi-automáticos de medida para estimativas da anatomia e geometria carotídea. As medidas da geometria foram realizadas de acordo com o recente artigo publicados por Thomas e colaboradores. A estenose da ACI foi dicotomizada em < 30% e > ou = 30%. A análise de regressão logística foi usada para avaliar as associações entre a anatomia e a geometria e estenose contabilizando as artérias pareadas com os indivíduos, ajustados para idade, sexo e fatores de risco vasculares. Resultados: A idade média da amostra (n=178) foi de 68.4 anos (SD, 14 anos). Os seguintes fatores estiveram independentemente associados à estenose: raio da ACI na bifurcação (OR, 0.20; 95% CI, 0.14–0.29), ângulo da ACI (OR, 1.05 por grau de incremento; 95% CI, 1.04–1.07), idade (OR, 1.05 por ano; 95% CI, 1.03–1.07), sexo masculino (OR, 1.72; 95% CI, 1.08–2.8), e fumantes (OR, 1.85; 95% CI, 1.15–2.96). Conclusões: A anatomia e a geometria carotídea podem aumentar o risco de estenose independentemente dos tradicionais fatores de risco vasculares e podem ajudar na identificação precoce de pacientes sob alto risco de desenvolver aterosclerose carotídea, para serem submetidos a uma terapêutica mais agressiva.

Comentário: Não há.

Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22511010

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A relação entre o vasoespasmo angiográfico e a hipoperfusão regional na hemorragia subaracnóide

(“Relationship Between Angiographic Vasospasm and Regional Hypoperfusion in Aneurysmal Subarachnoid Hemorrhage”)

Dhar R, Scalfani MT, Blackburn S, Zazulia AR, Videen T, Diringer M

Stroke. 2012 Apr 5

Abstract: Introdução: O vasoespasmo angiográfico frequentemente ocorre na hemorragia subaracnóide (HSA) e tem sido associado a isquemia cerebral tardia. Não está claro o quanto um estreitamento de um vaso de grande calibre leva a redução do fluxo sanguíneo cerebral regional e a isquemia associada. Nós procuramos esclarecer a relação entre o vasoespasmo angiográfico e a hipoperfusão regional. Métodos: Vinte e cinco pacientes com HSA foram submetidos a angiografia cerebral e a tomografia por emissão de positrons (PET) no mesmo dia (mediana de 7 dias pós-HSA). A gravidade do vasoespasmo foi avaliada em cada artéria cerebral, onde o fluxo sanguíneo cerebral e a fração de extração de O2 foram medidos em 28 regiões cerebrais distribuidas ao longo dos territórios vasculares. Nós analizamos a associação entre o vasoespasmo e a perfusão e comparamos a frequencia de hipoperfusão (fluxo sanguíneo cerebral < 25 mL/100 g/min) e oligoemia (baixa taxa de oferta de oxigênio com a fração de extração de O2 >/= 0.5) nos territórios com versus sem vasoespasmo significativo. Resultados: Vinte e quatro porcento de 652 regiões cerebrais eram supridas por vasos em vasoespasmo significativo. O fluxo sanguíneo cerebral foi menor nestas regiões (38.6 +/- 12 versus 48.7 +/- 16 mL/100 g/min), enquanto a fração de extração de O2 foi maior (0.48 +/- 0.19 versus 0.37 +/- 0.14, both P<0.001). A hipoperfusão foi observada em 46 regiões (7%), mas 66% delas eram supridas por vasos sem vasoespasmo significativo; 24% ocorreram em pacientes sem vasoespasmo angiográfico. De forma similar, a oligoemia foi mais frequente fora dos territórios em vasoespasmo. Conclusões: O vasoespasmo angiográfico está associado a redução da perfusão cerebral. Entretanto, a hipoperfusão regional e a oligoemia foram frequentes em territórios e pacientes sem vasoespasmo. Outros fatores somados ao estreitamento de vasos de grande calibre devem contribuir para reduções críticas da perfusão cerebral.

Comentário: Não há.

Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22492520

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As características e fatores de risco para o desenvolvimento de cefaleia após a embolização de aneurismas não rotos

(“The Characteristics and Risk Factors of Headache Development after the Coil Embolization of an Unruptured Aneurysm”)

Hwang G, Jeong EA, Sohn JH, Park H, Bang JS, Jin SC, Kim BC, Oh CW, Kwon OK

AJNR Am J Neuroradiol. 2012 Apr 5

Abstract: Introdução: A ocorrência de cefaleia após a embolização de aneurisma não é incomum mas tem recebido pouca atenção. Os autores analisaram prospectivamente as características e fatores de risco para cefaleia pós-embolização de pacientes tratados de aneurismas cerebrais não-rotos. Materiais e métodos: Foram incluidos no estudo 90 pacientes tratados de aneurisma cerebral não-rotos em um periodo de 1 ano, e sem história de cefaleia dentro do mês anterior a embolização. Todos os procedimentos de embolização foram realizados com sucesso e sem complicações neurológicas. Após a embolização, foram registrados a ocorrência de cefaleia e a sua intensidade. Resultados: Cinquenta (55.6%) pacientes tiveram cefaléia (VAS score, 4.5 ± 2.02), numa média de 7.9 horas (0-72) após o procedimento, e todas as cefaleias melhoraram dentro de 73.0 (3-312) horas em média. A análise univariada mostrou que os seguintes fatores estiveram significativamente associados ao desenvolvimento de cefaleia: idade ≤50 years (OR 4.636, 95% CI, 1.414-15.198), hipertensão (OR 0.232, 95% CI, 0.095-0.571), a packing attenuation of >25% (OR 3.619, 95% CI, 1.428-9.174), e uma história de cefaleia prévia (OR 2.769, 95% CI, 1.120-6.849). Entretanto, a regressão logística binária mostrou que apenas a razão do volume de mola / volume do aneurisma >25% (P = .013, adjusted OR 3.774, 95% CI, 1.320-10.790) e nenhuma história de hipertensão (P = .019, adjusted OR 3.515, 95% CI, 1.233-10.021) foram associados independentemente com a ocorrência de cefaleia. Conclusões: A cefaleia ocorre frequentemente após a embolização de aneurismas não-rotos. Entretanto, as cefaleias foram relativamente benignas e se resolveram dentro de alguns dias. Este estudo mostra que a ausência de história de hipertensão e a razão do volume de mola / volume do aneurisma >25% são fatores de risco para a ocorrência de cefaleia.

Comentário: Não há.

Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22492572

 

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