Atualizações em Neuroimunologia – Nov/13

Publicado: 09/12/2013 em Neuroimunologia
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Controle à distância – Desencadeando uma doença autoimune cerebral no intestino

(“Remote control – Triggering of brain autoimmune disease in the gut”)

Wekerle HBerer KKrishnamoorthy G

Curr Opin Immunol. 2013 Dec;25(6):683-9

Abstract: Um conjunto de evidências indica que a esclerose múltipla, uma doença inflamatória desmielinizante do sistema nervoso central, é causada por linfócitos T autorreativos específicos para antígenos cerebrais. Esses antígenos são normalmente encontrados no sistema imune, mesmo quando não há comorbidades. Somente através de ativação na periferia, células T assumem propriedades que as permitem quebrar a barreira hematoencefálica e invadir a substância branca cerebral. Enquanto essa ativação tem sido tradicionalmente associada com infecções microbianas, recentemente estudos em modelos animais revelaram um papel crítico da flora intestinal comensal como um fator inicial. Esses achados podem delinear novas estratégias para tratar a esclerose múltipla e outras doenças  autoimunes, inclusive através de abordagem nutricional.

Comentário: Esse artigo revisa a ideia de uma interação entre o microbioma intestinal e a esclerose múltipla. Apesar de ser verdade que o microbioma intestinal tem funções regulatórias no sistema imune, acredito que um conjunto maior de evidências e uma explicação patofisiológica são necessárias para aceitar a hipótese de que o microbioma possa predispor um paciente à esclerose múltipla. Principalmente quando as atuais evidências estão entre o microbioma intestinal e a encefalite autoimune experimental. Acredito que a esclerose múltipla tenha mais efeito sobre o microbioma intestinal do que esse na  esclerose múltipla, visto que muitos pacientes têm alterações do trânsito intestinal, frequentes internações hospitalares, sem contarmos a imunoterapia. Mas o JEAN é um jornal de atualização e, atualmente, o microbioma é um assunto tão em voga na comunidade científica, sendo inclusive artigo na The Economist. Ou seja, o médico neurologista deverá estar atualizado nesse assunto, e se posicionar para poder guiar e responder as perguntas de seus pacientes.

Link: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24161654

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