Atualizações na Neurologia Brasileira – Ago/2014

Publicado: 08/09/2014 em Artigos Brasileiros
Tags:, , , , ,

1) “Avaliação direta e indireta das atividades da vida diária na demência frontotemporal variante comportamental e doença de Alzheimer” [J Geriatr Psychiatry Neurol. 2014 Jul 11. pii: 0891988714541874 – Epub ahead of print]

Imagem1

Instituições Envolvidas: USP-SP, UNICAMP, UFMG

Segundo os autores, o objetivo deste estudo foi comparar avaliações diretas e indiretas das atividades de vida diária (AVD) em casos de demência frontotemporal variante comportamental (DFTvc) e doença de Alzheimer (DA) e sua relação com desempenho cognitivo, através do instrumento “Direct Assessment of Functional Performance” (DAFS-BR), assim como pelos instrumentos usuais de avaliação cognitiva. Não foram encontradas diferenças significativas em desempenho efetivo de atividades básicas e instrumentais de vida diária, mas pacientes com DFTvc tiveram pontuações mais baixas para Iniciação e Planejamento/Organização destas atividades comparados aos pacientes com DA. Pacientes com DFTvc apresentavam menos comprometimento cognitivo do que aqueles com DA. Os autores concluíram que alterações funcionais na DFTvc parecem ser mais bem documentadas através de medidas indiretas de funcionalidade.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25015849

Link do Artigo Completo e Gratuito: http://jgp.sagepub.com/content/early/2014/07/10/0891988714541874.full.pdf+html

 

2) “Neuropatia autonômica cardiovascular contribui para a apneia do sono em pacientes jovens e magros com diabetes mellitus tipo 1” [Front Endocrinol (Lausanne). 2014 Aug 11;5:119]

Imagem2

Instituições Envolvidas: UNIFESP

A interessante relação entre a apneia do sono em pacientes jovens e magros com neuropatia autonômica causada pelo diabetes tipo 1 (DM1) foi investigada pelos autores. Segundo a autora correspondente, Carolina Janovsky, o estudo foi realizado com o objetivo de avaliar o sono dos pacientes com diabéticos tipo 1 magros e jovens. Foram recrutados pacientes com DM1 com e sem neuropatia autonômica e controles saudáveis para avaliar a presença de apneia do sono. O diagnóstico foi feito através da polissonografia. Observamos que os pacientes diabéticos com neuropatia apresentavam significativamente maior número de apneias durante o sono do que os sem neuropatia. Apesar de contarmos com um n pequeno, por se tratar de um estudo piloto, podemos sugerir que a neuropatia autonômica pode influenciar o aparecimento de apneia do sono mesmo em pacientes magros e jovens com DM1.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25157241

Link do Artigo Completo e Gratuito: http://journal.frontiersin.org/Journal/10.3389/fendo.2014.00119/pdf

 

3) “Análise gráfica do teste de fluência verbal discrimina entre pacientes com doença de Alzheimer, comprometimento cognitivo leve e controles idosos normais” [Front Aging Neurosci. 2014 Jul 29;6:185]

Imagem3

Instituições Envolvidas: UFMG, UFRN, UFPE

O teste de fluência verbal é muito usado nas baterias neuropsicológicas para avaliação da função executiva e de aspectos da linguagem, podendo ser uma pista também no diagnóstico das demências predominantemente amnésticas, como a doença de Alzheimer. Segundo Laiss Bertola, a autora correspondente do artigo, o presente estudo objetivou e constatou que análises mais profundas desse instrumentos, além do número de palavras corretas produzidas, é capaz de melhor sua sensibilidade na discriminação de quadros de Comprometimento Cognitivo Leve e Demência de Alzheimer.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25120480

Link do Artigo Completo e Gratuito: http://journal.frontiersin.org/Journal/10.3389/fendo.2014.00119/pdf

 

4) “Avaliando as atitudes de familiares e pacientes em relação à doação de encéfalos com finalidade de pesquisa em uma amostra da população brasileira” [Cell Tissue Bank. 2014 Aug 7. [Epub ahead of print]]

Imagem4

Instituições Envolvidas: UFRGS, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, PUC-RS

O futuro das investigações em doenças neurodegenerativas passa pela análise de encéfalos, o que tem sido feito em vários países através de Banco de Encéfalos. No Brasil, ainda não há um Banco de Encéfalos que capte material específico de pacientes com doenças neurológicas, acompanhados por longa data, com valiosas informações clínicas a respeito de cada indivíduo analisado. Visando esta possibilidade, este grupo de pesquisadores do Rio Grande do Sul analisou como os familiares e pacientes recebem a solicitação de doação de seus encéfalos após suas mortes, e foi visto que aqueles pacientes que já acompanham em um serviço de Neurologia por alguma doença têm uma maior disponibilidade de doação, principalmente pelo desejo que se avance nos conhecimentos para diagnóstico e tratamento de suas doenças, quando comparado à abordagem de solicitação quando o cadáver é encaminhado do Departamento de Medicina Legal.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25098349

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s