Atualizações na Neurologia Brasileira – Set/14 – Parte I

Publicado: 29/10/2014 em Artigos Brasileiros
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1) “Efeitos do canabidiol no tratamento de pacientes com doença de Parkinson: um ensaio duplo-cego exploratório” [J Psychopharmacol. 2014 Nov;28(11):1088-98]

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Instituições Envolvidas: USP-RP, UFMG

Segundo o autor correspondente do trabalho, o Dr. Marcos Hortes, este artigo é o primeiro estudo que teve como objetivo primário avaliar os efeitos do canabidiol nos sintomas motores da doença de Parkinson, porém levou em consideração os outros aspectos relacionados à doença de Parkinson numa tentativa de encontrar apontamentos para próximos estudos. Como resultado mais relevante do estudo, foi vista uma melhora da qualidade de vida do grupo que recebeu 300mg de canabidiol comparado com o grupo placebo, mas não houve diferenças entre os escores motores (sobre tremores, bradicinesia etc).
O autor ressalta que o estudo teve algumas limitações, como a amostra pequena e o curto prazo de tratamento, mas direcionará novos estudos focados principalmente no efeito do canabidiol sobre o transtorno comportamental do sono REM e psicose relacionada à doença de Parkinson.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25237116

 

2) “Unidade de Dor em um país em desenvolvimento: epidemiologia de dor crônica em Maputo, Moçambique” [Pain Med. 2014 Sep 12 [Epub ahead of print]]

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Instituições Envolvidas: USP-RP

Trabalho feito no além-mar pela neurologista especialista em Dor, Dra. Karen Ferreira, que tratou da repercussão que a dor crônica gera, do ponto de vista físico, social e econômico, e da escassez de Unidades especializadas em Tratamento de Dor nos países subdesenvolvidos, como Moçambique. O estudo objetivou analisar os pacientes atendidos em uma Unidade de Dor em Maputo, capital de Moçambique, que recebe apoio da ONG francesa “Douleur sans Frontiéres”. Entre os achados, houve predominância de dor entre mulheres e idade média de 52 anos, não sendo encontradas correlações entre gênero ou etnia e intensidade da dor. O tipo de dor mais frequente foi lombalgia (como em outras regiões do mundo). A prevalência de transtorno depressivo estava abaixo do nível esperado para pacientes com dor crônica e as taxas de absenteísmo ao trabalho também. Estes achados foram discutidos de acordo com dados socioculturais da região.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25220365

 

3) “Tratamento pós-parto com imunoglobulina não previne surtos de esclerose múltipla na mãe” [Health Care Women Int. 2014 Sep 3:0. [Epub ahead of print]]

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Instituições Envolvidas: Várias

Este estudo multicêntrico, coordenado pela Dra. Yara Dadalti, foi desenhado para responder perguntas sobre como prevenir surtos de esclerose múltipla no puerpério de mulheres com a doença. Segundo a autora correspondente, não existe evidência científica sobre a melhor forma de prevenir estes surtos e, em muitos casos, o neurologista e o obstetra fazem um pulso de imunoglobulina no puerpério imediato para evitar os surtos. É um tratamento particularmente oneroso para o sistema de saúde. Neste trabalho ficou demonstrado que o uso de imunoglobulina no puerpério imediato não previne surtos nestas mulheres.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25187102

 

4) “Como manejar e tratar um paciente com esclerose múltipla em risco de ter tuberculose?” [Expert Rev Neurother. 2014 Nov;14(11):1251-60]

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Instituições Envolvidas: Universidade Metropolitana de Santos

A tuberculose é um problema global que não está sob controle. Segundo a Dra. Yara Dadalti, autora correspondente do trabalho, como o tratamento da esclerose múltipla afeta o sistema imunológico, pacientes em risco de tuberculose necessitam cuidados especiais na escolha da melhor medicação para tratar esclerose múltipla. Não são todas as medicações que servem para estes pacientes em risco e o presente trabalho fez uma revisão destes tratamentos de esclerose múltipla que podem aumentar o risco de infecção ou reativação de tuberculose.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25242167

 

5) “Características da epilepsia do lobo temporal mesial associadas à esclerose hipocampal com neurocisticercose” [Epilepsy Res. 2014 Oct 8. pii: S0920-1211(14)00251-4]

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Instituições Envolvidas: USP-RP, UFRGS

Este trabalho interessante explorou as relações entre a associação da esclerose hipocampal e a neurocisticercose (NCC), uma doença endêmica nas regiões Nordeste e Sudeste do Brasil. O estudo mostrou que as pessoas que tem esclerose hipocampal e NCC apresentavam menos em suas histórias um fator precipitante inicial e tinham mais alterações eletroencefalográficas bilaterais, talvez indicando que a associação entre as duas doenças tenham um vínculo fisiopatológico e indiquem um prognóstico pior.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25306064

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