Atualizações na Neurologia Brasileira – Dec/14 + Jan-Fev/14 – Parte I

Publicado: 03/03/2015 em Artigos Brasileiros
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1) “Análise de sobrevivência na esclerose lateral amiotrófica: deglutição e alimentação não-oral” [NeuroRehabilitation. 2014;35(3):535-42]

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Instituições Envolvidas: UNICAMP

Segundo a autora correspondente do trabalho, Dra. Karen Luchesi, complicações relacionadas à disfagia, como desnutrição e pneumonia, tem se apresentado entre as principais causas de morte de pacientes com esclerose lateral amiotrófica. Este artigo teve por objetivo analisar aspectos relacionados à piora da disfagia e à introdução de via alternativa de alimentação nesses pacientes. Baseado em um estudo longitudinal com 33 pacientes, concluiu-se que a piora na deglutição foi mais rápida em indivíduos com início tardio e/ou bulbar dos sintomas. A via alternativa de alimentação foi sugerida mais precocemente em sujeitos com menor tempo entre o início dos sintomas e as queixas de disfagia

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25238863

2) “As ataxias espinocerebelares devem entrar no diagnóstico diferencial das síndromes Huntington-like?” [J Neurol Sci. 2014 Dec 15;347(1-2):356-8]

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Instituições Envolvidas: UNIFESP

A presença de quadro coreico detectado em três pacientes com ataxia espinocerebelar de diferentes tipos estimulou os autores do estudo a se questionarem sobre o conhecimento corrente a respeito de distúrbios de movimento hipercinéticos nas SCA’s, e se devemos incluir alguns tipos de SCA’s no diagnóstico diferencial dos pacientes com síndrome Huntington-like com herança autossômica dominante.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25456461

3) “Toxina botulínica tipo A para alodinia cutânea cefálica na migrânea crônica: um ensaio randomizado, duplo-cego e placebo-controlado” [Neurol Int. 2014 Dec 5;6(4):5133]

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Instituições Envolvidas: UFBA

Segundo o autor correspondente, Dr. Ailton Melo, um estudo prévio do grupo mostrou que a toxina botulínica era tão eficaz quanto a amitriptilina no tratamento da migrânea. Como o fenômeno da alodinia é algo muito comum nos pacientes com migrânea, foi feito um ensaio com toxina botulínica e observado que este tratamento diminuiu a alodinia nos pacientes. Como acréscimo, o autor reforça que os efeitos colaterais da toxina botulínica são apenas decorrentes da dor no momento da injeção e pode existir leve fraqueza transitória para abduzir os braços.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25568735

4) “Determinantes de desfecho de AVC em um centro primário de AVC no Brasil” [Stroke Res Treat. 2014;2014:194768]

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Instituições Envolvidas: Várias Instituições

O estudo investigou as variáveis mais associadas ao desfecho dos pacientes após AVCi, AVCh e AIT. Assim como em outros países, altos escores de NIHSS, baixos escores da escala de coma de Glasgow e presença de dessaturação na admissão do paciente estão mais associados aos piores desfechos (incapacidade após 3 meses, morte). A artigo pode ser lido na íntegra GRATUITAMENTE no link abaixo

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4279148/pdf/SRT2014-194768.pdf

5) “Anormalidades de substância branca se associam com tipo e localização de lesões epileptogênicas focais” [Epilepsia. 2015 Jan;56(1):125-32]

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Instituições Envolvidas: UNICAMP

Segundo um dos autores do trabalho, Brunno Campos, foi avaliada a integridade da substância branca nas epilepsias e sua relação com a localização do foco epileptogênico, em diferentes subgrupos de pacientes. Todos os indivíduos epilépticos estudados eram refratários ao tratamento medicamentoso. Através da tractografia, foram encontrados padrões que diferem entre os grupos e que sugerem que a integridade dos tratos está relacionada à localização do foco epileptogênico e às causas primordiais de cada síndrome epiléptica.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25545559

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