Atualizações na Neurologia Brasileira – Dec/14 + Jan-Fev/14 – Parte II

Publicado: 25/03/2015 em Artigos Brasileiros
Tags:, , , ,

1) “Neuropatia hansênica avaliada pelo estudo de condução nervosa é independente do estado infeccioso do paciente” [Clin Neurol Neurosurg. 2015 Apr;131:5-10]

Imagem1

Instituições Envolvidas: FIOCRUZ-RJ, UERJ

Neste interessante estudo eletrofisiológico de uma das neuropatias periféricas mais importantes do Brasil, secundária à hanseníase, os autores mostram que o estudo de condução nervosa da ENMG é um bom marcador da doença, independente do estado da infecção pelo bacilo. Como pontos-chave do artigo, a autora correspondente, Dra. Márcia Jardim, ressalta que: não há um padrão típico de neuropatia hansênica, mesmo no mesmo paciente; o padrão assimétrico aparenta ser reflexo de variáveis graus de lesão no nervo; a ENMG pode ser feita antes, durante e depois o tratamento específico.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25655301

 

2) “Butirilcolinesterase: Variante K, atividade plasmática, formas moleculares e tratamento com rivastigmina na doença de Alzheimer em uma população do Sul do Brasil” [Neurochem Int. 2015 Feb;81:57-62]

Imagem2

Instituições Envolvidas: UFPR

Pouco se sabe sobre o papel da butirilcolinesterase na doença de Alzheimer (DA). Neste artigo, a Dra. Gleyse Freire e colaboradores mostram que a DA é o principal fator envolvido na diminuição da atividade da plasmática da BChE, assim como que a evolução da doença atua reduzindo ainda mais a atividade da enzima. Esse resultado sugere que a atividade reduzida da butirilcolinesterase no plasma de pacientes com DA pode ser um potencial marcador secundário da progressão da doença. Considerando que a redução na atividade da BChE não ocorre de forma homogênea em todas as formas moleculares, é possível que a DA interfira na regulação da proporcionalidade das formas moleculares da BChE e que, em resposta ao déficit colinérgico periférico, a atividade da BChE tende a permanecer reduzida no plasma de pacientes com DA. O tratamento com rivastigmina reduz significativamente a atividade total da BChE plasmática e das formas moleculares em pacientes com DA moderada, sugerindo que este grupo de pacientes pode estar mais sujeito aos efeitos colaterais decorrentes da inibição periférica da enzima. Os resultados obtidos no presente estudo colaboram para o melhor entendimento do que ocorre no sistema colinérgico periférico em pacientes com DA e como a butirilcolinesterase é afetada e atua dentro desse sistema.

Link PubMed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25624079

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s