Atualizações em Distúrbios do Sono – Dez/16

Publicado: 30/12/2016 em Distúrbios do Sono
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Resumo da Diretriz Prática: Tratamento da síndrome das pernas inquietas em adultos

(“Practice Guideline Summary: Treatment of restless legs syndrome in adults”)

Winkelman JW, Armstrong MJ, Allen RP, Chaudhuri KR, Ondo W, Trenkwalder C, Zee PC, Gronseth GS, Gloss D, Zesiewicz T

Neurology. 2016 Dec 13;87(24):2585-2593

Comentário: A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI) é um distúrbio motor amplamente prevalente na população mundial, porém bastante negligenciado, especialmente se levarmos em conta seus potenciais efeitos negativos sobre a qualidade do sono e que ele pode ser secundário à ferropenia, condição tão comum entre nós. Este resumo prático da guideline da Academia Americana de Neurologia gradua as alternativas terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas conforme seu nível de evidência contra diversos aspectos da síndrome, dos sintomas-chave aos transtornos psiquiátricas associados. De nota, incluíram-se abordagens alternativas como compressão pneumática e estimulação magnética repetitiva transcraniana.

Do ponto de vista prático, uma mudança: esta diretriz sugere reposição de ferro oral para casos de ferritina < 75 mg%, e não < 50 mg%, como era orientado previamente. Além disso, parece que a gabapentina (na verdade, uma forma chamada gabapentina enacarbil) cada vez tem mais evidência de ação na SPI. Outra dica: a diretriz nos orienta a escolher o melhor tratamento baseado na presença de comorbidades psiquiáticas ou em distúrbios de sono comórbidos no paciente.

Link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27856776

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comentários
  1. Ana Lúcia Cintra Wittlin disse:

    Fiquei muito contente em ver que a Síndrome das pernas inquietas incluem doenças organicas , causas organicas e doenças psiquiátricas ( ou comorbidades psiquiátricas ) tendo em vista que a ultima atualização que li em matéria da Academia brasileira de Neurologia descartava até estas citadas. Fica claro para mim que a chamada intoxicação neuroléptica pode produzir, mesmo depois de suspender a medicação , uma Síndrome de Pernas Inquietas em tudo semelhante a chamada idiopática. Ou comorbidades associadas sejam relevantes na caracterização do estádio da Síndrome, também.
    Tenho considerado uma Restless Legs Syndrome como parcial nas crianças ditas hiperativas, mas minha conduta terapêutica associa ( atualmente ) para estas crianças Rivastigmina ( em torno de 0,2mg 3 à 4 vezes ao dia) + gaba ( acido aminogamabutirico) + L-carnitina +Fe+Vit.C e outros elementos diversos,dependendo do quadro, se mais déficit de atenção ou mais inquietação. Em alguns, muito poucos ( que eu me lembre especificamente no momento 2 crianças ) associe gabapentina, em dose muito reduzida. Em adultos tenho feito a prescrição da gabapentina em Neuralgia pós herpética , e em em Síndrome do Túnel do Carpo ( não responsivo nos moldes preteridos) e com bons resultados nesta patologia específica para pomada de corticoide .
    Nunca fiz a associação gabapentina enocarbil, até onde sei inexistente no Brasil.
    Conheço a fórmula, pois para epilepsias tem suas indicações.Possivelmente as relacionadas à pós viroses terão indicações melhores ( Hipótese minha !)
    Sugiro , nos casos mais severos de Restless Leg Syndrome , que associem à pomada ( tópica ) de dexametasona, com ou sem cetoconazol+observar infecções fúngicas supervenientes ou pré-existentes.

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