Atualizações em Neuroimunologia – Jan/17

Publicado: 10/02/2017 em Neuroimunologia
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Ocrelizumab versus Interferon Beta-1a em Esclerose Múltipla Surto-Remissão

(“Ocrelizumab versus Interferon Beta-1a in Relapsing Multiple Sclerosis”)

Hauser SL, Bar-Or A, Comi G, Giovannoni G, Hartung HP, Hemmer B, Lublin F, Montalban X, Rammohan KW, Selmaj K, Traboulsee A, Wolinsky JS, Arnold DL, Klingelschmitt G, Masterman D, Fontoura P, Belachew S, Chin P, Mairon N, Garren H, Kappos L; OPERA I and OPERA II Clinical Investigators

N Engl J Med. 2017 Jan 19;376(3):221-234

Ocrelizumab versus Placebo em Esclerose Múltipla Primariamente Progressiva

(“Ocrelizumab versus Placebo in Primary Progressive Multiple Sclerosis”)

Montalban X, Hauser SL, Kappos L, Arnold DL, Bar-Or A, Comi G, de Seze J, Giovannoni G, Hartung HP, Hemmer B, Lublin F, Rammohan KW, Selmaj K, Traboulsee A, Sauter A, Masterman D, Fontoura P, Belachew S, Garren H, Mairon N, Chin P, Wolinsky JS; ORATORIO Clinical Investigators

N Engl J Med. 2017 Jan 19;376(3):209-220

Comentário: Mais um combo de artigos da “New England Journal of Neurology” (esse mês foi carregado de Neurologia na NEJM…). E não são artigos simples: trata-se de ensaios clínicos fase 3 extremamente robustos com finalidade de avaliar a eficácia de uma nova medicação para esclerose múltipla (EM), o ocrelizumab. Trata-se de um anticorpo humanizado anti-linfócitos CD20, semelhante ao rituximab, que é administrado por via endovenosa de 6 em 6 meses. O mesmo grupo de investigadores conduziu os dois trabalhos: um dos trabalhos avaliou a eficácia do ocrelizumab versus interferon beta-1a (Rebif 44ug) na EM surto-remissão (EM-SR), e o outro ensaio avaliou o ocrelizumab versus placebo na EM primariamente progressiva (EM-PP), após cerca de 2 anos de tratamento. O desfecho primário do estudo com EM-SR foi a taxa de surto anual, e a do ensaio com EM-PP foi a progressão de incapacidade (baseada no EDSS).

Os resultados são impressionantes: os desfechos primários mostram que o ocrelizumab reduz a taxa de surto anual em 46% na EM-SR, em comparação ao Rebif, e reduz a progressão de incapacidade da doença em 31% na EM-PP, em relação ao placebo. Além disso, reduziu enormemente o número de lesões na ressonância dos pacientes. Quanto aos desfechos de segurança, alguns efeitos adversos foram associados ao ocrelizumab, como infecções diversas, mas sem diferenças em relação ao interferon e placebo. Porém, um efeito adverso chamou atenção: sintomas associados à infusão. Foram descritas alterações como prurido, rash cutâneo, irritação faríngea, e até um caso grave de broncoespasmo. Não houve casos de LEMP associados ao tratamento

Sim, o ocrelizumab parece ser uma medicação muito promissora no tratamento de EM, principalmente para EM-SR. Talvez o próximo passo seja confrontá-lo com as novas drogas, como natalizumab e fingolimod. Acho que vamos ouvir mais sobre esta medicação no futuro, e em outras doenças.

Link Estudo 1: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28002679

Link Estudo 2: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28002688

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