Atualizações em Distúrbios de Movimento – Out/17

Publicado: 18/10/2017 em Distúrbios de Movimento
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O que um neurologista deveria saber sobre depressão na doença de Parkinson

(“What a neurologist should know about depression in Parkinson’s disease”)

Timmer MHMvan Beek MHCTBloem BREsselink RAJ

Pract Neurol. 2017 Oct;17(5):359-368

Comentário: Conforme comentado pelos próprios autores, a depressão na doença de Parkinson (DP) é um evento muito frequente, afetando em média 20% de todos os pacientes. Como é rotineiro na Practical Neurology, esta revisão de depressão na DP visa os aspectos práticos mais importantes para o neurologista. Mesmo que, idealmente, a depressão devesse ser tratada por psiquiatra, sabemos que o paciente com DP tem características particulares, que às vezes não são consideradas pelos psiquiatras. Por isso, é importante que o neurologista saiba conduzir esta condição. Eis os pontos mais críticos da revisão:

1) Depressão na DP pode ter algumas características diferentes da depressão na população geral. Como exemplo, pacientes com DP tem menor risco de suicídio;

2) Diferenciar apatia na DP (perda de motivação nas atividades) e anedonia (perda de prazer nas atividades) pode ser difícil. A anedonia está mais associada à depressão;

3) Sintomas psicóticos, principalmente delírios, estão mais associados a distúrbios cognitivos da DP do que a quadros depressivos graves;

4) Pacientes com DP podem experimentar sintomas depressivos apenas nos momentos de menor efeito da terapia dopaminérgica (“OFF“). Nestes pacientes, o tratamento deve priorizar otimização da terapia dopaminérgica (levodopa, agonista dopaminérgico);

5) As evidências mostram que, nos casos mais graves de depressão, os antidepressivos mais eficazes são os tricíclicos (principalmente desipramina e nortriptilina) e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (principalmente citalopram e paroxetina), em combinação com terapia cognitivo-comportamental. Em casos mais leves, sugere-se a terapia cognitivo-comportamental. Em casos refratários, a eletroconvulsoterapia é uma opção;

Link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/28739866

 

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