Arquivo da categoria ‘Divulgação de Artigo’

Artigo de altíssimo impacto! Nosso amigo e colaborador prévio do JEAN, Pedro Tomaselli, teve seu artigo original publicado esta semana da revista Neurology. Após dois anos trabalhando em um dos maiores centros de pesquisa neurológica no mundo, o Queen Square Hospital de Londres (NHNN – MRC) sob orientação da Dra. Mary Reilly, o Pedro já publicou vários artigos recentes em genética de nervos periféricos. Desta vez, foi primeiro autor de um estudo com novas mutações em um gene associado à doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT) ligada ao X, o GJB1. Os peptídeos traduzidos por este gene contribuem com a função da conexina 32.

Trata-se de um belíssimo estudo em Neurogenética e Neuromuscular, que deve ser prestigiado e adequadamente lido. Parabéns, Pedro!

O artigo pode ser lido gratuitamente e na íntegra no link: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5386440/pdf/NEUROLOGY2016773119.pdf.

 

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Não preciso dizer qual a importância dos neurologistas brasileiros compreenderem mais sobre a natureza da síndrome de Guillain-Barré (SGB) na infecção por Zika vírus. Neste artigo publicado hoje na revista The Lancet, os autores descrevem as características clínicas da síndrome nos pacientes do surto de Zika nas ilhas da Polinésia Francesa entre 2013 e 2014. Calculando a incidência neste surto, a ideia é que surja um caso de SGB a cada 4000 pessoas infectadas por Zika. Parece pouco, mas para números brasileiros é bem preocupante. Os sintomas neurológicos costumam surgir 6 dias após início dos sintomas da infecção.

Outra coisa que me preocupou: os autores classificaram a maioria dos pacientes, através da ENMG, como formas axonais (AMAN). Isso implica que são formas de SGB com recuperação mais prolongada do que os casos com polirradiculopatia inflamatória desmielinizante aguda. Cerca de 30% dos pacientes necessitou de ventilação mecânica.

O artigo pode ser adquirido gratuitamento no link http://www.thelancet.com/pdfs/journals/lancet/PIIS0140-6736(16)00562-6.pdf.

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Este mês, o amigo Pedro Barbosa publicou os resultados de seu mestrado, em um trabalho realizado no Setor de Distúrbios de Movimento de USP-RP. O ensaio clínico comparou a eficácia do Prosigne, uma toxina botulínica tipo A produzida na China, e a Dysport no tratamento de distonia cervical. Os resultados mostraram uma eficácia semelhante entre os dois tipos de toxina, sem diferenças nos efeitos adversos. Como o preço da toxina Prosigne é bem inferior ao das outras toxinas botulínicas, este artigo tem uma considerável relevância, pois reforça seu uso nos distúrbios de movimento.

O artigo pode ser visto no link http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26536017.

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O HC de Ribeirão Preto – USP abriu concurso para duas vagas de R4 em Distúrbios de Movimento e Neurologia Comportamental, sob coordenação do Prof. Dr. Vitor Tumas. A aprovação no R4 está atrelada à inscrição opcional no Mestrado Profissional no Departamento de Neurociências da USP-RP, conceito máximo na CAPES há muitos anos. Aproveitem!

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Desde o tempo da Colônia, vivemos em dois “Brasis”. Pode não ser politicamente correto falar assim, mas a acepção funciona na maioria das vezes. E na Medicina, isto não é diferente. A situação de penúria e falta de meta das políticas de saúde na porção norte do país é bem grave, e quando analisamos as situações das especialidades, a situação só piora. Neste breve texto, publicado na revista Neurology desta semana, eu e o amigo Prof. Octávio Pontes-Neto analisamos a crítica situação atual de falta de médicos neurologistas na região Norte e possíveis causas desta ampla desigualdade em relação às outras regiões do Brasil. Além disso, comentamos sobre algumas possíveis maneiras de se tentar resolver esta situação no curto e médio prazo.

Longe de mim achar que este é um problema fácil de se resolver. Mas o afastamento das autoridades de saúde das universidades, a defasagem de verbas que o Sistema Único de Saúde sofre cronicamente, e a sua má gestão do dinheiro em saúde pioram esta doença, que corrói a sociedade amazônica. Pelo menos, além das críticas, o texto contém uma bela imagem de Belém, minha orgulhosa terra, hehe.

O artigo pode ser lido na íntegra no link http://www.neurology.org/content/85/19/1710.full.pdf+html.

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Tenho o prazer de divulgar o belo artigo que tem como primeira autora minha amiga neurologista Maria Gabriela Ghilardi, que trabalha na Divisão de Neurocirurgia Funcional do Hospital das Clínicas de São Paulo, capitaneado pelo Prof. Erich Fonoff, certamente uma das maiores autoridades brasileiras em Neurocirurgia Funcional da atualidade. O artigo foi publicado na fortíssima revista “Neurology” neste mês de maio. Trata-se de um caso tardio de síndrome tremor-ataxia associada ao X frágil (FXTAS) com tremor refratário, tratado com colocação de DBS bilateral na região do núcleo talâmico ventro-oro-posterior e da zona incerta, com boa melhora dos sintomas. O caso é ilustrado com um vídeo. Parabéns a todos!

 

Link Pubmed: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25862802 

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Na última edição de 2014, a revista “Neurology India” publicou um interessante estudo realizado por pesquisadores brasileiros da UNIFESP, sobre possíveis fatores de risco para surgimento precoce da doença de Alzheimer esporádica. Segundo autor correspondente do trabalho, Dr. Fabricio Oliveira, foram investigados fatores de risco para início mais precoce da demência da doença de Alzheimer de início tardio em 209 pacientes por meio da avaliação dos escores de Framingham, antecedentes cirúrgicos ou traumáticos, gênero, escolaridade, história de depressão, estado marital, história familiar de doenças neurodegenerativas e haplótipos APOE. Concluiu-se que cópias de APOE-ε4, casamento e história de depressão levaram a início mais precoce, principalmente em mulheres, porém depressão pode ser um pródromo (e não um fator de risco) e casamento pode facilitar a detecção do quadro demencial pelo parceiro. Por outro lado, os escores de Framingham provocaram o início mais tardio da síndrome demencial somente em mulheres, corroborando o papel neuroprotetor do risco cardiovascular quando presente em idosos.

O artigo em formato HTML pode ser lido na íntegra no link http://www.neurologyindia.com/article.asp?issn=0028-3886;year=2014;volume=62;issue=6;spage=625;epage=630;aulast=de

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Desta vez, tenho grande prazer em divulgar um artigo que teve crucial participação de duas pessoas importantes na minha formação científica: minha primeira orientadora, Profa. Dra. Elizabeth Yamada, e um ex-companheiro de laboratório, Anderson de Andrade. Fomos companheiros no Laboratório de Neurologia Experimental (LaNEx) da Universidade Federal do Pará. Ambos trabalham em cooperação com um grande grupo de pesquisa liderado pelo Prof. Günter Höglinger, de Marburg (Alemanha), que investiga o papel de toxinas naturais em doenças neurodegenerativas.

Segundo a Profa. Yamada, este artigo segue uma “linha de evidências de que uma inibição do complexo I mitocondrial pode ser o mecanismo pelo qual toxinas ambientais naturais poderiam contribuir para o aparecimento ou agravamento de patologia cerebral envolvendo a proteína tau. Essa hipótese vem sendo investigada desde a década de 90 (Caparros-Lefebvre e Elbaz, 1999), a partir da observação de que a alta incidência de parkinsonismo atípico (com taupatia cerebral detectada no exame post mortem) estava associada com o alto consumo de plantas anonáceas (e.g. graviola) ricas em acetogeninas como a anonacina (um potente inibidor do complexo I). Em um artigo anterior publicado em janeiro deste ano (Yamada et al., 2014), nós mostramos que camundongos transgênicos portadores da mutação R406W (uma FTDP-17) tinha sua taupatia acelerada após apenas 3 dias de exposição sistêmica à anonacina. Entretanto, como a anonacina está presente apenas em plantas tropicais tipo a graviola, que ocorrem naturalmente apenas nos trópicos, no artigo do PLoS recém publicado, nós fizemos estudo semelhante, usando um outro tipo de inibidor do complexo I, de ocorrência mais ubíqua, e em uma outra linhagem transgênica (P301S)”. O ponto principal destes trabalhos é que mostraram existir, no meio ambiente, toxinas naturais que são potentes inibidores do complexo I, e que a exposição a elas pode contribuir para as doenças neurológicas envolvendo disfunções da tau, especialmente em indivíduos mais susceptíveis por um fator genético.

O artigo pode ser lido na íntegra GRATUITAMENTE no link http://www.plosone.org/article/fetchObject.action?uri=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0113557&representation=PDF

Capa ABN

 

Já está à venda o mais recente livro da Academia Brasileira de Neurologia, o “Perguntas e Respostas – Tratado de Neurologia da Academia Brasileira de Neurologia“, publicado pela Editora Elsevier e editado pelo Prof. Osvaldo Takayanagui, da USP de Ribeirão Preto. Como um complemento do livro “Tratado de Neurologia”, esta publicação foca nas principais perguntas e respostas referentes aos mais diversos temas em Neurologia, sendo agora uma ferramenta essencial na preparação para a Prova de Título da ABN.

O livro conta com mais de 340 perguntas, seguidas de respostas comentadas e várias ilustrações. Essencial para o neurologista em formação e para o neurologista que deseja atualização!

Sobre a publicação: http://abneuro.org.br/comunicados/detalhes/674/perguntas-e-respostas-tratado-de-neurologia-da-academia-brasileira-de-neurologia

Onde comprar: Google ou https://www.livrariamedica.com.br/17696_PERGUNTAS+E+RESPOSTAS+TRATADO+DE+NEUROLOGIA+DA+ACADEMIA+BRASILEIRA+DE+NEUROLOGIA_126_324.htm

 

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Mais uma vez, a nossa colaboradora Érika Horta e seus amigos da Mayo Clinic mostram que estão na fronteira do conhecimento quando o assunto é Neuroimunologia. Neste artigo publicado na prestigiada revista JAMA Neurology, eles mostraram como aquela história de “lesão medular maior que 2 corpos vertebrais é neuromielite óptica, e lesão menor que 3 corpos vertebrais é esclerose múltipla” não é bem assim. O artigo pode ser visto no link http://archneur.jamanetwork.com/data/Journals/NEUR/0/noi140072.pdf?v=635508235306130000